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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Me escondi tantas vezes. Pensei que Deus se perdia em tantas pessoas, e eu era uma delas. E eu errei. Dei oportunidade aos que não deveria de me tentar. Mas foi tudo diferente e de uma maneira humilde, Deus bateu na minha porta. Eu abri. Na verdade, Ele sempre esteve aqui.
Aprende uma coisa. Deus só coloca peso na sua vida quando sabe que você é capaz de suportar. Por isso, nunca ache que o peso que carregas é demais. Ele conhece você.
Poucas vezes me senti tão bem. Não estou radiante de felicidade, mas estou sereno. Sei lá menina, tá tudo tão legal, e um legal tão batalhado, um legal merecido, de costas e pernas doendo, mas coração tranquilo.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mesmo que não esteja preparado, que me lamente pelos cantos ou sonhe no escuro, meus olhos brilham dia e noite - são como faróis numa estrada ao anoitecer, são estrelas cadentes nas quais eu posso confiar um pedido velado e sussurrado, são apenas meus atentos e lacrimosos olhos tingidos de castanho que vêem o que ninguém vê e falam sua própria língua. Você já sabe como sou, impulsivo e inconstante, tenho fé em tudo: nas pessoas, nas coisas, no Deus, em mim, isso tudo me basta porque faz a diferença e a minha diferença realmente faz tudo ser diferente. Faz tempo que fico pensando nesse novo ano que tem cara de velho, de tanto pensar concluí que não posso lutar contra, afinal, quem sou eu para mudar toda essa condição existencial? Não quero me descobrir, já ouvi o suficiente a meu respeito, conheço cada centímetro do meu ser e posso afirmar como inegável a certeza de que chegou a hora de ir com a correnteza. Apenas seguir o fluxo remando ávido e despreocupadamente, tranquilo e audaz, sem medo ou fé solúvel - seguir e desembarcar numa praia com areia branca manchada de azul, árvores grandes e frondosas, as minhas duas mãos quebradas e um barco cheio de novas ideias e ideais.
(Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio – viria? virá? – e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa .